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10 passos para comprar sua casa com tranquilidade

16 de fev. de 2023
3 min de leitura

Atualizado: 8 de mar. de 2023

Comprar a casa própria é o sonho de muitos brasileiros. Mas para isso é preciso aprender a poupar e fazer um bom planejamento antes de pegar um empréstimo que pode durar 30 anos e amarrar até 30% da sua renda nesse período.



Solicitar a maioria dos empréstimos exige que você tenha 20% do valor da propriedade. Isso significa R$ 50 mil para empréstimo de R$ 250 mil, R$ 100 mil para empréstimo de R$ 500 mil e R$ 150 mil para empréstimo de R$ 750 mil, que é o valor máximo aceito pelo Sistema de Gestão Habitacional (SFH).


Veja cada simulação:

Simulação 1

1ª prestação: R$ 2.135,05 Valor do Imóvel: R$ 250 mil Entrada: R$ 50.000,00 Custo efetivo total (ano): 10,34% Renda necessária: R$ 7.116,83 Prazo (meses): 360


1ª prestação: R$ 4.228,51 Valor do imóvel: R$ 500 mil Entrada: R$ 100 mil Custo efetivo total (ano): 10,17% Renda necessária: R$ 14.095,02 Prazo (meses): 360

1ª prestação: R$ 6.345,09


Valor do imóvel: R$ 750 mil


Entrada: R$ 150 mil


Custo efetivo total (ano): 10,16%


Renda necessária: R$ 21.150,30


Prazo (meses): 360


Correção


20% de um financiamento de R$ 500 mil corresponde a R$ 100 mil, não R$ 150 mil.


O ideal, lindo e maravilhoso é juntar dinheiro para comprar à vista”, diz o educador financeiro Marcos Silvestre.


Quem tem os recursos em mãos consegue bons descontos. Porém, como essa é a realidade de poucas pessoas, optar pelo financiamento imobiliário é uma boa pedida, segundo o treinador. “Quem ingressa no sistema de financiamento habitacional (SFH) recebe uma taxa de juros de cerca de 8% ao ano. Quando a inflação está baixa, o comprador paga quase 2% de juros ao ano pela compra de seu apartamento. E se puder usar o FGTS, melhor ainda.”


De acordo com o técnico, mesmo quem não tem SFH e conta com carteira de crédito imobiliário terá um contrato favorável. “Essa carteira normalmente tem uma taxa de juros em torno de 9% ao ano. Ajustada pela inflação, a taxa de juros na verdade ficaria em torno de 3% ao ano”, diz.


Marcelo Prata, CEO do Canal do Crédito, diz que embora os juros sejam reduzidos em relação a outros empréstimos, é um financiamento de prazo muito longo e consome parte significativa da receita. Portanto, o caso ideal é coletar o máximo de dinheiro para o depósito e, assim, encurtar a duração do financiamento e, portanto, a taxa de juros.


Confira abaixo 10 dicas de dois especialistas para o planejamento financeiro da compra da sua casa:


1) Economize até 20% do valor do imóvel. O primeiro passo é levantar dinheiro para começar o financiamento, pois a maioria das linhas de crédito permite financiar até 80% do valor do imóvel. O dinheiro deve ser guardado em uma aplicação de baixo risco, como poupança ou fundos que rendem juros.


2) Economize 30% de sua renda. Assim, o futuro comprador já está acostumado a viver sem essa parte do seu orçamento, que fica comprometido por até 30 anos, dependendo do prazo do financiamento.


3) Quanto mais você economiza, menos juros paga. Com uma boa entrada, o valor financiado é menor, o que reduz o pagamento de juros.


4) Cuidado ao iniciar a carreira. Marcelo Prata, do Canal do Crédito, diz que às vezes é melhor esperar um pouco para comprar a casa. Por exemplo, um profissional em ascensão que viaja e se muda para outra cidade ou mesmo país. “Nesse caso, a compra de imóveis pode limitar a capacidade profissional.”


5) Quem quer uma casa? Marcelo Prata diz que começar uma nova vida no casamento e tirar recursos financeiros de longo prazo, são duas situações muito estressantes. Outro fator a considerar é se o casal planeja ter filhos. Comprar um apartamento pequeno pode significar que você terá que se mudar em pouco tempo.


6) Se você mora com seus pais, use uma pausa financeira para economizar. Mesmo que os pais não queiram, o jovem deve planejar a entrada do imóvel após três ou quatro anos. Marcos Silvestre aconselha os jovens a se oferecerem para pagar as contas na casa dos pais, para que se acostumem com os novos custos de morar na própria casa.


7) Acho que a casa traz custos extras. O financiamento imobiliário pode arriscar até 30% da renda. No entanto, os custos de água, luz, telefone, IPTU, seguro, hospedagem, alimentação também estão incluídos na casa. São muitas as despesas para as quais o futuro proprietário deve se preparar financeiramente.


8) Economize dinheiro em custos de produção e papel. Além dos documentos bancários, o comprador também deve pagar o ITBI (Imposto sobre Transmissão de Imóveis), cujo valor varia de município para município; custos notariais e financeiros, como avaliação de imóveis; análise jurídica de documentos, entre outros. Segundo Marcelo Prata, esses custos costumam ser de 4% do valor do imóvel.


9) Estime seu custo de vida na área onde você mora. O bairro afeta diretamente o seu orçamento. Morar no subúrbio ou em uma área nobre faz grandes diferenças em termos de alimentação, vestuário e transporte. Considere este preço.


10) O financiamento costuma ser mais caro que a locação. Um inquilino deve estar preparado para pagar mais por sua casa. Marcos Silvestre diz que a amortização típica da hipoteca costuma ser de 1% do valor do imóvel, enquanto o aluguel paga em média 0,5% do valor do imóvel. “Ou seja, os inquilinos não estão trocando seis a meia dúzia por financiamentos, mas seis a uma dúzia”, diz.


Fonte: Uol









 
 
 

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